BULLYING VIRTUAL É ALGO QUE PODE ACONTECER COM TODOS, NÃO IMPORTA A IDADE… PEÇO QUE LEIA COM ATENÇÃO E ENTENDA A SERIEDADE DO ASSUNTO. CASO ACONTEÇA COM VOCÊ, CONTATE A SUA DIRETORIA LOGO!

O QUE É? o bullying (ou cyberbullying) ocorre em meios eletrônicos, com mensagens difamatórias ou ameaçadoras circulando por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais), redes sociais e celulares.

“Até aqueles que considerava meus amigos me zoavam”

F.G., 14 anos, contou que sofreu muito quando foi vítima de bullying na escola.

“Sempre tive a mesma turma na sala de aula. Mas, quando  crescemos e chegamos no colegial, as coisas começaram a mudar. As pessoas criaram apelidos ofensivos sobre mim, a respeito da minha cor, minha altura e do número que eu calço… Até aqueles que considerava meus amigos me zoavam! Eu não aguentei mais sofrer aquelas humilhações e contei para a minha mãe. Fora do horário de aula, ela foi até a escola e conversou com a diretora sobre o que eu estava enfrentando. Bastou chamar os responsáveis para que, depois de muito negarem, confessasem as agressões verbais. Depois desse dia, tudo melhorou. Por isso, se você está vivendo a mesma situação, enfrente o problema e não se deixe abalar!”

Segundo a psicóloga Fernanda Santini Franco, procurar ajuda evita que o bullying cause  maiores traumas: “Se ignorado, os danos psicológicos  causados pelo bullying podem ser permanentes e capazes de interferir no desenvolvimento e na constituição de identidade”, explica. Ela aconselha que qualquer prática seja denunciada e ainda reforça a importância da família: “O adolescente que conta com o suporte familiar pode pedir ajuda para lidar com o bullying e, assim, terá mais apoio para superar este momento”.

Se você passa por um problema como este, não tenha medo de pedir ajuda. É muito importante que você não se deixe abater por esse tipo de agressão.

“Quando começam a falar de mim, tenho vontade de fugir. Pra suportar a dor, comecei a me cortar”

M. N., de 14 anos, . Ela não consegue mais ficar no meio de seus colegas de escola por causa das agressões, e, quando pediu ajuda, seus pais acharam que era bobagem.

“Sofro bullying desde pequena, mas nunca liguei muito para isso. Hoje, isso começou me afetar mais. Parei de frequentar lugares onde todos os meus amigos vão pois não aguento as piadinhas que fazem sobre mim quando estão todos reunidos.  Pelo fato de eu ter um  nariz um pouco grande e ser muito magra, eles me chamam de apelidos bem chatos como ‘ladra de ar’ e ‘graveto’. E eu nem preciso estar perto para isso acontecer, pois mesmo quando estou no meu canto, recebo tuítes com zoações a meu respeito. Já falei para os meus pais sobre o problema, mas eles só riem e acham que é bobagem. Pedi que eles me levassem a um psicólogo, mas eles acharam desnecessário. O que eles não sabem é o quanto isso me faz mal.  Quando começam a falar de mim, eu tenho vontade de fugir e ir para um lugar bem longe para chorar. Eu comecei a me cortar, para que pudesse esquecer esse problema e ajuda um pouco. Eu não sei mais o que fazer….”

Procuramos uma profissional para explicar esse comportamento tão sério da leitora.“Este comportamento de se cortar frente a uma situação angustiante, apesar de muito grave, não é incomum e é sim reversível. Em uma fase como a adolescência, em que a jovem se reconhece quando participa de um grupo, ser colocada de lado faz mal para a sua autoestima. A melhor coisa que se pode fazer é procurar um psicanalista. É uma pena que os pai não levem a sério, pois aquilo que ela não pode transformar em palavras, faz com que seu comportamento ganhe as dimensões que ganhou.”, explicou a psicóloga Katia Bizzarro.

Se, como no caso da M., seus pais não acreditarem no seu problema, procure outra pessoa de confiança, como uma tia ou mesmo uma professora, e peça ajuda com o problema!

Ninguém deve aceitar o bullying! É preciso falar sobre o problema e nunca  desistir de buscar ajuda. Se você está vivendo ou já viveu essa situação, sabe como é difícil superar.

Diga não ao bullying

Quebre o silêncio: o número de meninas que sofrem bullying é maior do que você imagina! Abra o jogo sobre o que está rolando para acabar de vez com o problema. Esconder-se não é a solução!

“Quem vê o bullying rolar não pode fechar os olhos. Tem que comunicar à diretoria para fazer isso parar”, DH, vocalista da Banda Cine.

“É muito importante procurar ajuda, porque é bem difícil sair dessa situação sozinho”, explica o pediatra Aramis Antonio Lopes Neto, da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia).

fechar os olhos enquanto um amigo é humilhado é uma forma de colaborar com o bullying. “As condutas dos agressores acabam sendo reforçadas por muitos espectadores, que acham ‘engraçado’ o sofrimento da vítima”, diz a pedagoga Cléo Fantes

* Os depoimentos dessa postagem foram retirados do site:  http://capricho.abril.com.br/blogs/diganaoaobullying/

Não permita que situações como essa aconteçam com seus amigos e conhecidos! Esse tipo de violência precisa ter um fim! Só quem sofreu com a humilhação e a agressão causada pelo bullying sabe como as marcas disso perduram na memória… Precisamos respeitar as diferenças, ser mais tolerantes, mais humanos…

Pense um pouco antes de “brincar ” com seus colegas! E se fosse com você?

Por Luana

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