Histórias de terror!!!

A maldição do quadro do menino chorão!!!

Giovanni Bragolin era o codinome do pintor Bruno Amadio que ficou famoso por pintar 27 quadros de crianças chorando que foram vendidos em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil. Em especial um conhecido como “O menino chorão”, conta a história que o quadro retrata um menino de um orfanato e que, anos mais tarde, quando o orfanato pegou fogo, seu espírito ficou preso na pintura.

Desde então, diz-se que quem possui o quadro ou cópias dele sofrem de todo tipo de desgraça, pois o quadro é maldito.

Nos anos 50 aconteceram muitos casos de casas incendiadas onde tudo ficava destroçado e queimado, cadáveres carbonizados e o curioso de tudo isto é que o quadro permanecia pendurado na parede sem um só arranhão.

Diz-se que ao olhar o quadro, as pessoas se sentem atentamente observadas pelo olhar terno do garoto, deixando qualquer um de cabelo em pé. Muitas pessoas possuem cópias deste quadro, mas é dito que ele só ataca àqueles que descobre que o quadro é encantado. Na noite, sob lamentos, o menino sai do quadro para atacar e matar as pessoas da casa simplesmente mostrando seu rosto endemoniado. Depois incendeia a casa com todos dentro e apaga assim a evidência de seu crime.

Além da má sorte e catátrofes supostamente causadas pelas reproduções da pintura, algumas outras maldicões e curiosidades foram relacionadas a ele:

1.Se o quadro for girado em noventa graus é possível ver uma figura monstruosa devorando o pequeno. Isto demonstra supostamente o caráter maléfico da pintura.

2.A única forma de acabar com a maldição do quadro, é queimando-o.

Escravos

Há algum tempo, por volta do ano de 1990, era de costume nos reunir-mos todas as noites com os amigos de infância a qual muitos tenho contato até hoje. Quando saia da escola ia correndo para casa comer alguma coisa e da minha cozinha enquanto comia já avistava os amigos na esquina, bastava apenas a porta da sala estar aberta que eu já conseguia vê-los lá fora e muitas vezes nem comia direito. Era sempre assim, o primeiro que ficava pronto chamava um de nós e ficava lá aguardando o resto chegar…

Eu gritava pra minha mãe. “Mãe to indo brincar”, isso era uma rotina de segunda a sexta feira e quando todo mundo estava ali decidíamos do que iríamos brincar. O que eu mais gostava… Alias o que a maioria gostava era de esconde-esconde, quem não se lembra disso?

Em um destes dias fomos brincar na casa abandonada onde morava o padre Antônio da igrejinha São Bento, fomos brincar na casa dele porque ele não estava morando mais lá, creio que ele tenha morrido, pois já era bem velho. Não é por maldade, pra mim quando as pessoas somem prefiro pensar no pior então talvez ele tenha apenas mudado de casa, o padre Antônio era muito conhecido na cidade. Minha mãe muito católica até hoje dizia:
– Nossa hoje a missa foi com o padre Antônio não entendi nada do que ele disse.
As poucas vezes que fui à missa com ela eu também não entendia nada e minha mãe ficava brava quando eu dava risadas.

Essa casa ficava bem atrás da igreja e tinha acesso pela igreja, pela rua lateral a igreja e na rua de trás que era a rua que a gente brincava. Sempre pulávamos nela na hora de se esconder, mas nunca sozinho porque ninguém tinha coragem, sempre tinha mais que um de nós, às vezes três ou até mais, o quintal era grande e tinha bastantes lugares pra se esconder.

Nós tínhamos medo porque seu quintal era realmente assustador e escuro, o Marcelo que era bem mais velho que a gente e morava umas três casas pra baixo e do outro lado da rua, dizia que prendiam escravos ali antes e ele já tinha escutado algumas vezes barulhos de correntes, talvez este fosse motivo de nós termos tanto medo de se esconder lá até então.

Em uma das vezes que estávamos brincando, o Marcelo pegou uma destas correntes de prender cachorro e quando estávamos nos escondendo lá dentro ele saiu correndo arrastando a corrente pra assustar todo mundo e conseguiu. Eu era um dos que estavam lá dentro aquele dia, só me lembro que quando me dei por si estava no meio da rua junto com as pessoas que já tinham sido encontradas no esconde-esconde.
O Marcelo é claro disse que não tinha sido ele que arrastou aquela corrente, mas era o único que estava dando risadas e é claro que, uma corrente destas fininhas de que se prende cachorro o barulho é totalmente diferente de correntes mais grossas e pesadas que eram usadas para se prender escravos.

Esta história foi da última vez que brincamos nesta casa, naquele dia estávamos em aproximadamente dez amigos. Depois de algumas rodadas da brincadeira eu me escondi em um pé de manga que ficava oposto a casa do padre, foi quando comecei a escutar barulhos de correntes, estes diferentes da corrente fina que o Marcelo tinha levado aquele dia, eram correntes pesadas e com som encorpado. Escutei um “Nossa Senhora” de um deles, depois descobri que era o André. Olhando lá de fora, me lembro que pularam de dentro da casa o André, o Tico e o Alexandre. O Wilber ainda estava lá dentro e berrava desesperado. Desci pulando os galhos do pé de manga para ir ver o que estava acontecendo, com certeza não era para ajudá-lo, mas sim porque eu realmente queria ver algum escravo, essa era minha intenção, enquanto todo mundo correu e ficou de longe vendo fui lá, mas quando cheguei próximo o Wilber pulou o muro chorando desesperado e correu pra casa dele que ficava no quarteirão de baixo, na mesma rua. A única coisa que saia da boca do André é: “tinha escravo lá… tinha escravo lá…”.

Vários vizinhos saíram de suas casas decorrentes da gritaria, na verdade parecia uma briga. Em seguida fomos à casa do Wilber, ele não queria nem sair na rua e a mãe dele estava louca querendo saber o que tinha acontecido, contamos a história pra ela que no final acabou até dando risadas irônicas. No outro dia o Wilber não quis brincar, mas ficou lá na frente da casa dele conversando com a gente.

Disse que estava escondido atrás do pilar da área externa, e um homem negro bateu nele com a corrente, de fato tinha uma marca gigante nas costas parecido com gomos e virou até machucado, quando ele caiu o escravo ainda cuspiu nele. Disse também que estava sentindo a dor da correntada até àquela hora. O André que também estava junto enquanto ele contava, disse que correu quando ouviu os barulhos de corrente atrás dele que estava do outro lado da casa, mas não conseguiu ver nada. Eu… Não vi nada desta vez, pois não estava dentro da casa, mas me lembro dos barulhos das correntes até hoje… Como se fosse hoje…

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